26 de julho de 2011

Mensagens - Uma única pergunta

UMA ÚNICA PERGUNTA

        Em que consiste a missão dos Espíritos encarnados?
        Em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais. As missões, porém, são mais ou menos gerais e importantes. O que cultiva a terra desempenha tão nobre missão como o que governa ou o que instrui. Tudo em a Natureza se encadeia. Ao mesmo tempo que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, dessa forma, para a execução dos desígnios da Providência. Cada um tem neste mundo a sua missão, porque todos podem ter alguma utilidade. Questão Nº 573 de "O Livro dos Espíritos".

        Missionário é quem assume uma missão.
        Tanto pode ser a de governar um povo quanto a de entregar uma mensagem.
        Em seu sentido mais nobre, missionário é aquele que faz algo em favor do bem comum:
        Missões podem ser definidas a partir de cuidadoso planejamento na Espiritualidade, envolvendo Espíritos que reencarnam para impulsionar o progresso humano.
        Missionários da Religião: Buda, Isaías, Moisés, Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá...
        Missionários da Ciência: Edison, Einstein, Galileu, Newton, Lavoisier...
        Missionários das Artes: Mozart, Rafael, Leonardo da Vinci, Bach, Beethoven...
        Missionários da Filosofia: Sócrates, Platão, Aristóteles, Espinosa, Emerson...
        Missionários da Medicina: Hahnemann, Sabin, Pasteur, Hipócrates, Galeno...
        Todos vieram com valiosa bagagem de experiências que lhes permitiram caminhar adiante de seu tempo, favorecendo importantes conquistas para a Humanidade.
*
        Há, também, missões menores, envolvendo os homens em geral, a partir de planejamento reencarnatório ou de iniciativa vinculada ao exercício do livre-arbítrio na Terra.
        Já pensou nisso, amigo leitor?
        Qual a sua missão?
        Que compromisso terá assumido?
        Eles costumam martelar nossa mente, na forma de indefiníveis impulsos existenciais.
        A profissão é um exemplo típico.
        A atividade que desenvolvemos em favor de nosso sustento situa-se por labor missionário na medida em que a encaramos como precioso ensejo de promover a ordem, a justiça, a união, a solidariedade, a cooperação, valores que enriquecem a vida onde são cultivados.
        Profissões há que por sua natureza situam-se por glorioso ministério.
        O médico é o missionário da saúde, este dom precioso que permite pleno aproveitamento das oportunidades de edificação da jornada humana.
        O professor é o missionário do conhecimento, ajudando os pupilos na conquista dos valores intelectuais e culturais que lhes permitirão uma participação produtiva na vida social.
        Mesmo as tarefas mais simples podem ser excelentes missões, quando desempenhadas com consciência de responsabilidade e disposição de servir.
        Em viagens encontro frequentemente nas rodovias caminhoneiros atenciosos que sinalizam aproximações seguras e procuram faixas de acostamento facilitando a ultrapassagem em trechos de muito movimento.
        Lembro-me de um caminhoneiro que ganhou prêmio especial de reconhecimento público pelo seu desempenho nas estradas. Durante muitos anos socorreu pessoas acidentadas e motoristas em dificuldade, situando-se por valoroso missionário das estradas.
        Uma enfermeira dedicada, um bancário atencioso, um comerciário prestativo, um diligente funcionário de limpeza, são todos missionários do bem-estar social. É muito bom conviver com gente assim.
*
        E quanto à paternidade?
        Haverá missão mais nobre que a de proteger, amparar e encaminhar os filhos que a bondade divina confia aos nossos cuidados?
        Uma única geração seria suficiente para mudar radicalmente a Terra, povoando-a de homens melhores se os pais cumprissem a missão de orientá-los adequadamente, com aplicado do currículo ideal — o exemplo.
        Não obstante suas limitações, não seria difícil se os pais assumissem a vida que lhes é confiada na pessoa do filho, para fazê-la florescer.
        — Árdua missão — dizia um amigo.
        E, suspirando:
        — Os filhos exigem muito de nós. Pesa-me tal responsabilidade.
        Talvez pese. Depende de como a encaramos.
        A garota levava nos braços uma criança de dois anos.
        Alguém lhe perguntou:
        — Muito pesado, menina?
        — De modo algum — respondeu prontamente.
        E, cheia de satisfação:
        — É meu irmão!
        Só nos pesam os filhos que não assumimos, como quem recusa um membro postiço.
        Não há sacrifício se vemos os filhos como extensões de nós mesmos.
*
        Jesus, o maior missionário que transitou pelo nosso planeta, veio instituir os fundamentos do Reino de Deus, que poderíamos definir como a realização do Bem no coração humano.
        Há dois mil anos o Mestre espera pela colaboração dos homens em favor dessa divina edificação, cujos alicerces estão contidos na excelência de suas lições e na grandeza de seus exemplos.
        Que tal, leitor amigo, se nos dispuséssemos a encarar essa missão:
        Ajudar na construção do Reino!
        Não se julga capaz?
        Claro que é!
        Todos podemos ser missionários do Cristo.
        Não há grandes exigências para o serviço.
        Você não precisa ser rico, nem poderoso, nem intelectualizado, nem universitário, nem detentor de títulos de nobreza, nem desfrutar de destacada posição social, nem dos privilégios de uma função.
        Há uma única condição:
        Disposição de servir.
        Missionários do Cristo seremos quando, no setor de atividades a que nos vinculemos, cumpramos nossos deveres com retidão, fiéis à própria consciência, procurando sempre fazer o melhor.
        Que, diante de qualquer pessoa que procure nossa atenção, vejamos não simplesmente o cliente, o amigo, o necessitado, o subalterno, o superior, o familiar, o colega, mas fundamentalmente, o irmão em humanidade, que podemos beneficiar com nossas iniciativas, a partir de uma pergunta que devemos fazer a nós mesmos.
        O que posso fazer em seu benefício?
*
        Um dia, quando nossos olhos se cerrarem na Terra e despertarmos no além, estejamos certos de que nossa posição não será definida a partir do dinheiro que amoedamos, dos cargos exercemos, dos poderes que mobilizamos, das influências que exercitamos.
        Uma única pergunta nos fará a própria consciência, a definir nosso "status" espiritual:
        — Qual a extensão dos benefícios que prestamos ao semelhante, exercitando a missão de servir?
(Capítulo que encerra o livro "Viver em Plenitude", obra que aborda questões de "O Livro dos Espíritos", com linguagem simples e objetiva, características de Richard Simonetti, nosso grande escritor espírita da atualidade)

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